Juiz interroga pai da menina Joanna no Rio
Magistrado deve ouvir ainda nesta segunda a madrasta da criança.
Os dois são acusados de tortura e homicídio qualificado, na forma omissiva.

Pai de Joanna (de camisa branca) quando
compareceu à audiência no dia 11 de janeiro(Foto: Carolina Lauriano/G1)
O juiz Alberto Fraga, do 3º Tribunal do Júri do Rio de Janeiro, interrogou nesta segunda-feira (7), o funcionário público André Rodrigues Marins, pai da menina Joanna Cardoso Marcenal Marins, morta no dia 13 de agosto de 2010 vítima de meningite, contraída pelo vírus da herpes, após 26 dias em coma.
Entenda o caso
Joanna morreu em agosto de 2010. O episódio da morte da menina envolve acusações de maus-tratos à criança e ainda erro médico, já que Joanna chegou a ser atendida por um falso médico.
Na época das investigações, a babá Gedires Magalhães de Freitas foi à polícia e contou que encontrou Joanna suja de fezes, com as mãos amarradas e deitada sob um colchão. No dia 17 de janeiro, a babá voltou a afirmar que a menina vivia em condições precárias de higiene.
“Eu me assustei quando vi aquela cena, logo no meu primeiro dia de trabalho, e quando perguntei ao André porque a Joanna estava naquelas condições ele me disse que era por ordens médicas. Ele também pediu que eu não limpasse a menina e nem chegasse perto”, relatou a babá.
Gedires afirmou ainda que trabalhou no apartamento do casal por 15 dias e que foi demitida por não aceitar dormir na casa.
Apesar das condições em que contou que a menina vivia, Gedires afirmou que André Marins era um pai carinhoso e que chamava as filhas de “minhas princesas”. Ela também falou que durante o período em que trabalhou não presenciou cenas de agressão física contra Joanna.
Já tinha ido me deitar, ler e depois dormir. Mais uma ideia martelava a minha cabeça, não posso dormir engasgada com esta história. Levantei resolvi desabafar...
O que leva a gente se envolver em coisas que não nos diz respeito, tomar partido deste ou daquele, desta ou daquela situação?
Fujo destas discussões, me envolvi demais no caso Nardoni, perdi noites de sono e quis ir atrás deles para xingá-los e se possível bater neles de dois em dois até ficar impar.
Mais aí aparece uma nova tragédia envolvendo pai, mãe e madrasta. Que saco!
A pré-disposição do ser humano para a vingança, para o descaso é absurdamente fantástica, E Porque o frágil o inocente tem sempre que arcar com a conta?
Neste caso, para se ferirem os adultos não se acanham em maltratar uma criança que se entrega sem ressalvas, e que apenas pensa em receber carinho e proteção. Porque não deixar as torturas para serem divididas entre eles (pai e mãe), O que será que de fato acontece na cabeça destes jovens para terem atitudes tão fora de moda, ambos tão bem informados e formados ela médica ele agente judiciário?
São vários os envolvidos, pai e mãe, madrasta, babá, médicos “falsos” e verdadeiros, que trama foi essa que o destino armou para uma menina de apenas cinco anos, quem me explica tamanha crueldade, qual o objetivo, para quem seria a vantagem e qual seria esta vantagem?
Ainda agora, depois da morte da menina, continuam as acusações de ambas as partes, uma trama macabra que parece não ter fim.
Tenho filhos, quatro. E netos quatro e não consigo me imaginar fazendo parte de uma história triste como esta.
Pobre menina! Uma vidinha tão breve que serviu provar que a crueldade não sai de moda infelizmente!